- Modelos de organização de sistemas educativos Europeus
1.1. Sistemas
educativos centralizados
Segundo Formosinho (1086) considera que a
administração centralizada pode ser concentrada
ou desconcentrada.
A centralização é um forte mecanismo de
coordenação das decisões dentro das organizações (Mintzberg, 1995). Ela permite
a quem toma decisão manter uma visão de conjunto do todo "sistema" organizacional.
- Concentrados - quando o poder para tomar as decisões mais importantes em matéria de educação esta nas mãos dos serviços centrais do ministério de educação, cabendo aos restantes níveis da hierarquia a sua aplicação em conformidade com as orientações definidas por esses serviços. A ideia é assegurar uma certa uniformidade de funcionamento do sistema. No topo concebe-se, e na base executa-se.
- Desconcentrados – quando há graus intermédios e inferiores, chefes com competências para decidir imediatamente, embora sujeito à direção e inspeção de superiores, que podem modificar as decisões por eles tomadas. E segundo Formosinho (1086), a desconcentração pode tomar varias formas; originária, por delegação de competências, fragmentada (Portugal) e coordenada (Angola).
1.2. Sistemas
educativos descentralizados
A descentralização consiste na delegação de poderes a pessoas
hierarquicamente dependentes, o que, em última instância, implica o << o dever de obediência a
ordens, a subordinação ao poder disciplinar, a possibilidade de revogação,
modificação ou reforma do acto inferior pelo superior, a possibilidade de um
genuíno recurso contra os actos do subalterno >> ( Gornay, 1978, p. 157).
2. Tipologias
de sistema educativo
- Tipo escandinavo
- Tipo anglo-saxónico
- Tipo Germânico
- Tipo latino - mediterrânico
3. Traços
dominantes e as tendências emergentes dos sistemas educativos europeus em
resultado da sua evolução
Os
sistemas educativos europeus variam entre os modelos centralizado e suas
variantes e descentralizado. Significa, pois, no primeiro caso, que a decisão
do poder se faz do vértice da pirâmide para a base, enquanto nas suas variantes
desconcentradas o poder central é estendido “sem o transferir para outras
instâncias, criando estruturas intermédias que aplicam as orientações”
(Benedito, 2007:58) e no segundo caso, com a atribuição de personalidade
jurídica, a uma transferência de competências de decisão e gestão política e
administrativas autónomas, com plena assunção das responsabilidades. A Suécia,
a Finlândia, a Dinamarca, o Reino Unido, a Bélgica e a Holanda constituem a
minoria dos países da União Europeia que apresenta sistemas educativos em
regimes descentralizados. Apesar da centralização, mais ou menos desconcentrada
dos restantes países, a autonomia das escolas tem vindo a ser valorizada, como
é o caso do nosso país, bem como a desburocratização, a identidade regional e a
participação social, sem transferência do poder de decisão, mas conferindo um
grau superior de responsabilização.
Pensa-se que para um sistema educativo responder adequadamente e
de forma mais rápida às especificidades de um país o modelo organizativo de
sistema educativo a adoptar, poderá ser o de um modelo “descentralizado”.
Ginn e Welsh (1999) apresentam três
critérios de descentralização dos sistemas educativos: a legitimidade
democrática (critério de ordem política),
o profissionalismo (critério de ordem
técnica) e a eficácia de mercado (critério
de ordem económica). A este propósito são apontadas várias vantagens de descentralização
que podem-se elencar:
- Proporciona um aumento da eficácia organizacional;
- Evita fuga à responsabilidade, permite uma definição clara e precisa das responsabilidades;
- Evita a saturação informativa;
- Permite melhorar a qualidade das decisões;
- Permite a redução de papéis e gastos nos serviços centrais;
- Aumenta a capacidade de resposta da organização;
- Permite que sejam acrescentados detalhes à informação que entra no processo de decisão;
- Contribui para a formação de funcionários mais responsáveis e conscientes dos seus resultados operacionais;
- É uma boa base de aprendizagem organizacional.
4. O impacto das novas
tecnologias e dos sistemas de aprendizagem em ambiente de blendedlearning ( B-Learning)
nas sociedades em rede.
Existem várias definições para blended learning, mas a própria
tradução implica aprendizagem combinada. Combinar vários elementos, combinação
de estratégias, ferramentas, espaços, ambientes que concorram para
aprendizagens significativas.
Gomes (2006) referindo-se à diversidade de
utilização das TIC no ensino inúmera vários contextos, com objetivos e formas
de exploração distintas.
Quase todos os professores já recorreram
ao power-point para realizar uma apresentação ou recorreram à internet para
retirar um recurso para a sua aula. Outra vertente de utilização prende-se com
o recurso a documentos em suportes digitais, tais como DVD ou CD-ROMs.
As situações acima referidas, implicam
um contexto de ensino presencial, onde o aluno em sala de aula interage com os
meios disponíveis, incluindo também o quadro interativo e o projetor
multimédia. Esta autora refere que a melhoria na acessibilidade à internet, o
aparecimento das páginas Web e a expansão de serviços de comunicação em rede,
como email, fóruns, entre
outros, expandiram a possibilidade de utilização das TIC em ambiente escolar, naquilo que designa “extensão virtual da sala de aula presencial”. Aqui encontram-se disponibilizados os sumários das aulas, documentos via electrónica, indicações de sites e links de interesse para o estudo das temáticas a serem estudadas na disciplina em questão.
outros, expandiram a possibilidade de utilização das TIC em ambiente escolar, naquilo que designa “extensão virtual da sala de aula presencial”. Aqui encontram-se disponibilizados os sumários das aulas, documentos via electrónica, indicações de sites e links de interesse para o estudo das temáticas a serem estudadas na disciplina em questão.
Assim, as TIC e a internet surgiram como
instrumentos que fomentam a relação entre todos os intervenientes. Contudo, a
sua simples utilização como apenas mais uma ferramenta com recursos
interessantes não provoca as mudanças desejáveis na forma de ensinar, pois a
simples introdução do computador nas escolas não vai provocar por si mudanças
efetivas (Alves, 2008). No fundo, o objetivo é que o professor introduza estes
meios e que os defina com fundamento, quer dizer, deve escolher de forma
adequada a tecnologia e justificar a sua utilidade para o tema a ser
trabalhado, a mais-valia do seu uso e como pode apoiar o processo de ensino (Dias, 2008).
Como refere Carneiro (2000), os professores e os alunos têm de assumir um papel mais activo na produção e divulgação dos conteúdos didácticos valorizando a sua acção pedagógica. Para este
autor, a introdução das TIC na educação valorizou a criatividade e a capacidade
de relacionar conhecimentos existentes com os que vão sendo construídos, o que
leva à desejável inovação e mudança no sistema educativo.
simples introdução do computador nas escolas não vai provocar por si mudanças
efetivas (Alves, 2008). No fundo, o objetivo é que o professor introduza estes
meios e que os defina com fundamento, quer dizer, deve escolher de forma
adequada a tecnologia e justificar a sua utilidade para o tema a ser
trabalhado, a mais-valia do seu uso e como pode apoiar o processo de ensino (Dias, 2008).
Como refere Carneiro (2000), os professores e os alunos têm de assumir um papel mais activo na produção e divulgação dos conteúdos didácticos valorizando a sua acção pedagógica. Para este
autor, a introdução das TIC na educação valorizou a criatividade e a capacidade
de relacionar conhecimentos existentes com os que vão sendo construídos, o que
leva à desejável inovação e mudança no sistema educativo.
Referências bibliográficas
Benedito, N.
(2007) Centralização de Sistemas
Educativos e Autonomia dos Actores Organizacionais – Tese de doutoramento,
Universidade do Minho
CARNEIRO, R. (1994). A evolução da Economia e do Emprego.
Novos desafios para os Sistemas Educativos no dealbar do Século XXI.
Disponível em http://www.cursoverao.pt/c_1995/RCar-01.html.
DELORS, J. et al. (1996). Educação um tesouro
a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação
para o século XXI. Porto: Edições Asa.
Sem comentários:
Enviar um comentário